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RPV e precatório no TRF1: consulta pelo CPF e quando é pago

Resposta rápida

A consulta de RPV e precatório do TRF1 é gratuita e feita no site do tribunal. A consulta pública do TRF1 aceita o número do processo, o CPF ou CNPJ da parte, o nome da parte, o nome ou a inscrição OAB do advogado e o número do processo originário ou de execução. O tribunal abrange DF, AC, AM, AP, BA, GO, MA, MT, PA, PI, RO, RR e TO. RPVs são pagas em lotes mensais liberados pelo CJF (em setembro de 2026, R$ 1,04 bilhão para 49.083 beneficiários do TRF1); precatórios seguem o orçamento anual, com prazo até o fim do ano seguinte ao da apresentação até 1º de fevereiro.

Por Redação Precatório News ·

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília, administra os precatórios e as requisições de pequeno valor (RPVs) das causas federais de Distrito Federal, Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins. São as ações contra a União, o INSS, a Caixa, universidades federais e outras autarquias e empresas públicas federais. Este guia mostra onde consultar, o que a consulta revela e como o pagamento acontece no TRF1.

Onde consultar RPV e precatório no TRF1

A mesma consulta serve para RPV (requisição de pequeno valor) e para precatório: os dois são requisições de pagamento e ficam no mesmo sistema do tribunal. Não existe consulta paga nem cadastro; se alguém cobra para consultar, é golpe.

No TRF1 o precatório e a RPV são autuados como processos do próprio tribunal, por isso a consulta é feita na consulta processual, escolhendo a seção "TRF1":

  • Endereço: processual.trf1.jus.br/consultaProcessual
  • O que aceita: número do processo (10, 15 ou 20 dígitos), nome da parte, CPF ou CNPJ da parte, nome ou inscrição OAB do advogado, número do processo originário ou do processo de execução.
  • Dica: a busca pelo número do processo de origem (o da ação em que você ganhou) costuma ser a mais rápida, porque ele consta em qualquer documento do seu advogado.

A página institucional da Coordenadoria de Execução Judicial (Corej), que administra os precatórios do TRF1, fica em portal.trf1.jus.br/portaltrf1/processual/rpv-e-precatorios. O telefone geral do tribunal é (61) 3314-5225.

O que a consulta mostra e como ler

Três dados definem a sua posição na fila, e todos aparecem na consulta ou no ofício requisitório:

  • Tipo de requisição: RPV (até 60 salários mínimos contra a União) ou precatório. A RPV é paga em até 60 dias; o precatório, pelo orçamento anual.
  • Data de apresentação ao tribunal: é ela, e não a data da sentença, que define o orçamento. Apresentado até 1º de fevereiro, o precatório entra no orçamento do ano seguinte e deve ser pago até o fim dele (Constituição, art. 100, § 5º, na redação da EC 136/2025).
  • Natureza do crédito: alimentar (salários, benefícios do INSS, indenizações por morte ou invalidez, honorários) ou comum. Os alimentares são pagos antes, e dentro deles vêm primeiro as parcelas de superpreferência de idosos, pessoas com deficiência e portadores de doença grave.

Status como "aguardando orçamento", "incluído na proposta" ou "pago" mudam de nome conforme o sistema, mas seguem essa lógica. Para entender cada campo do ofício, veja Ofício requisitório: o que é e como conferir.

Quando o TRF1 paga

RPVs: todo mês. O Conselho da Justiça Federal libera, em geral na segunda quinzena, o lote das RPVs autuadas no mês anterior, e cada tribunal deposita em seguida. No lote de 21 de setembro de 2026 (RPVs autuadas em agosto), o CJF destinou R$ 1.042.799.723,00 ao TRF1, para 49.083 beneficiários, de um total nacional de R$ 3,22 bilhões. A data do depósito aparece na consulta do processo.

Precatórios: uma vez por ano. Os precatórios apresentados até 1º de fevereiro entram na proposta orçamentária da União para o ano seguinte. A verba chega ao tribunal depois da aprovação da lei orçamentária, e o TRF1 paga classe por classe, em ordem cronológica. O calendário de 2027, com o que está previsto no projeto de orçamento, está em Calendário de pagamento dos precatórios federais em 2027.

Antes de ir ao banco

O depósito é feito em conta à disposição do juízo, na Caixa ou no Banco do Brasil. Para sacar, o credor precisa de documento de identidade e, dependendo do caso, de alvará ou do levantamento feito pelo advogado. Ninguém do tribunal liga ou manda mensagem pedindo pagamento de taxa, custas ou "liberação": isso é golpe. O guia Como consultar precatório lista os golpes mais comuns, e a página Nunca pedimos pagamento antecipado explica como o portal e os tribunais se comunicam.

Outros tribunais e próximos passos

Precatório de outro estado? Veja os guias do TRF2, TRF3, TRF4, TRF5, TRF6. Para ser avisado quando o TRF1 liberar um lote ou publicar o cronograma, ative os alertas de pagamento por tribunal. Se a espera pelo orçamento não cabe no seu planejamento, Vender precatório explica como funciona a cessão e o que comparar; Quanto vale meu precatório? mostra como o valor é atualizado até o pagamento.

Perguntas frequentes

Como consultar RPV e precatório no TRF1 pelo CPF?
A consulta pública do TRF1 aceita o número do processo, o CPF ou CNPJ da parte, o nome da parte, o nome ou a inscrição OAB do advogado e o número do processo originário ou de execução. A consulta é gratuita e não exige cadastro; desconfie de qualquer site ou pessoa que cobre para fazê-la.
Quando o TRF1 paga as RPVs?
Todo mês, depois que o CJF libera o lote das RPVs autuadas no mês anterior. Em setembro de 2026, o lote destinou R$ 1,04 bilhão ao TRF1, para 49.083 beneficiários. O depósito segue o cronograma do tribunal e aparece na consulta do processo.
Precatório do INSS em Goiás ou na Bahia é consultado onde?
No TRF1, que abrange Goiás, Bahia e outros 11 estados além do Distrito Federal. Use a consulta processual do tribunal com o CPF do beneficiário ou o número do processo de origem. Minas Gerais, que pertencia ao TRF1, passou ao TRF6 em 2022.

Fontes desta publicação

Outras dúvidas sobre o tema

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