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RPV e precatório no TRF3: consulta pelo CPF e quando é pago

Resposta rápida

A consulta de RPV e precatório do TRF3 é gratuita e feita no site do tribunal. A consulta de requisições de pagamento do TRF3 pede o CPF ou CNPJ do beneficiário mais um destes dados: inscrição OAB, número do processo de origem, número do ofício requisitório ou número do protocolo, e cobre requisições desde julho de 2006. O tribunal abrange SP e MS. RPVs são pagas em lotes mensais liberados pelo CJF (em setembro de 2026, R$ 423,9 milhões para 15.221 beneficiários do TRF3); precatórios seguem o orçamento anual, com prazo até o fim do ano seguinte ao da apresentação até 1º de fevereiro.

Por Redação Precatório News ·

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com sede em São Paulo, administra os precatórios e as requisições de pequeno valor (RPVs) das causas federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul. São as ações contra a União, o INSS, a Caixa, universidades federais e outras autarquias e empresas públicas federais. Este guia mostra onde consultar, o que a consulta revela e como o pagamento acontece no TRF3.

Onde consultar RPV e precatório no TRF3

A mesma consulta serve para RPV (requisição de pequeno valor) e para precatório: os dois são requisições de pagamento e ficam no mesmo sistema do tribunal. Não existe consulta paga nem cadastro; se alguém cobra para consultar, é golpe.

  • Endereço: web.trf3.jus.br/consultas/Internet/ConsultaReqPag
  • O que pede: o CPF ou CNPJ do beneficiário (obrigatório) e um entre inscrição OAB do advogado, número do processo de origem, número do ofício requisitório ou número do protocolo.
  • Cobertura: requisições protocoladas desde julho de 2006. O próprio tribunal avisa que a consulta tem caráter informativo e não produz efeitos legais; o documento que vale é o dos autos.

A página de precatórios da Secretaria da Presidência concentra as listas de pagamento, as propostas orçamentárias por ano e os mapas anuais: trf3.jus.br/secretaria-da-presidencia/precatorios. Contato por e-mail: precatoriotrf3@trf3.jus.br.

O que a consulta mostra e como ler

Três dados definem a sua posição na fila, e todos aparecem na consulta ou no ofício requisitório:

  • Tipo de requisição: RPV (até 60 salários mínimos contra a União) ou precatório. A RPV é paga em até 60 dias; o precatório, pelo orçamento anual.
  • Data de apresentação ao tribunal: é ela, e não a data da sentença, que define o orçamento. Apresentado até 1º de fevereiro, o precatório entra no orçamento do ano seguinte e deve ser pago até o fim dele (Constituição, art. 100, § 5º, na redação da EC 136/2025).
  • Natureza do crédito: alimentar (salários, benefícios do INSS, indenizações por morte ou invalidez, honorários) ou comum. Os alimentares são pagos antes, e dentro deles vêm primeiro as parcelas de superpreferência de idosos, pessoas com deficiência e portadores de doença grave.

Status como "aguardando orçamento", "incluído na proposta" ou "pago" mudam de nome conforme o sistema, mas seguem essa lógica. Para entender cada campo do ofício, veja Ofício requisitório: o que é e como conferir.

Quando o TRF3 paga

RPVs: todo mês. O Conselho da Justiça Federal libera, em geral na segunda quinzena, o lote das RPVs autuadas no mês anterior, e cada tribunal deposita em seguida. No lote de 21 de setembro de 2026 (RPVs autuadas em agosto), o CJF destinou R$ 423.878.812,81 ao TRF3, para 15.221 beneficiários, de um total nacional de R$ 3,22 bilhões. A data do depósito aparece na consulta do processo.

Precatórios: uma vez por ano. Os precatórios apresentados até 1º de fevereiro entram na proposta orçamentária da União para o ano seguinte. A verba chega ao tribunal depois da aprovação da lei orçamentária, e o TRF3 paga classe por classe, em ordem cronológica. O calendário de 2027, com o que está previsto no projeto de orçamento, está em Calendário de pagamento dos precatórios federais em 2027.

Listas de precatórios pagos

O TRF3 publica, ano a ano, a relação dos precatórios pagos, em precatorios-1/pagamentos, com listas de 2022 a 2026. É o lugar para confirmar se o seu precatório já foi depositado quando a consulta mostra o status de pagamento. As propostas orçamentárias de cada exercício, que mostram o que foi incluído no orçamento do ano seguinte, estão em propostas e resumos por ano.

Antes de ir ao banco

O depósito é feito em conta à disposição do juízo, na Caixa ou no Banco do Brasil. Para sacar, o credor precisa de documento de identidade e, dependendo do caso, de alvará ou do levantamento feito pelo advogado. Ninguém do tribunal liga ou manda mensagem pedindo pagamento de taxa, custas ou "liberação": isso é golpe. O guia Como consultar precatório lista os golpes mais comuns, e a página Nunca pedimos pagamento antecipado explica como o portal e os tribunais se comunicam.

Outros tribunais e próximos passos

Precatório de outro estado? Veja os guias do TRF1, TRF2, TRF4, TRF5, TRF6. Para ser avisado quando o TRF3 liberar um lote ou publicar o cronograma, ative os alertas de pagamento por tribunal. Se a espera pelo orçamento não cabe no seu planejamento, Vender precatório explica como funciona a cessão e o que comparar; Quanto vale meu precatório? mostra como o valor é atualizado até o pagamento.

Perguntas frequentes

Como consultar RPV e precatório no TRF3 pelo CPF?
A consulta de requisições de pagamento do TRF3 pede o CPF ou CNPJ do beneficiário mais um destes dados: inscrição OAB, número do processo de origem, número do ofício requisitório ou número do protocolo, e cobre requisições desde julho de 2006. A consulta é gratuita e não exige cadastro; desconfie de qualquer site ou pessoa que cobre para fazê-la.
Quando o TRF3 paga as RPVs?
Todo mês, depois que o CJF libera o lote das RPVs autuadas no mês anterior. Em setembro de 2026, o lote destinou R$ 423,9 milhões ao TRF3, para 15.221 beneficiários. O depósito segue o cronograma do tribunal e aparece na consulta do processo.
Precatório de Mato Grosso do Sul é do TRF3?
Sim. O TRF3 abrange São Paulo e Mato Grosso do Sul. Use a consulta de requisições de pagamento do tribunal com o CPF do beneficiário e o número do processo de origem ou do ofício requisitório.

Fontes desta publicação

Outras dúvidas sobre o tema

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